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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O fim de Allium schoenoprasum

São como grandes caixas envolvidas em cores disfarçantes.

Coloridos: azuis, verdes, vermelhos, rosas, amarronzados, alaranjados, variados, alguns descascados formadores de imagens pareidólidas a partir do ponto imaginativo.

Não que seja positivo, a pareidolia natural sempre existiu sobre as nuvens que agora já não se enxerga mais.

Do lado de fora, apenas um bloqueio solar, estrelar ou do horizonte. De dentro, uma prisão de pessoas, mais que isso, uma opressão sobre as ideias.

Apofênicos insatisfeitos ou alienados... Por trás das caixas o que se enxergam são somente outras caixas ou aquilo que essas caixas permitem que seja visto.

São como objetos de brincadeira de criança. Objetos daquele infante perverso ou curioso que ocupa caixas de papelões ou tijolos isolados para abrigo de isópodes terrestres, taturanas ou outras espécies apenas para assistir ao caos natural da sua enganação.

Não adianta enganar...não funciona postergar...

A Allium schoenoprasum está morta. Sufocada em seu círculo limitado, na sua terra, na sua caixa...sem luz, sem liberdade, sem possibilidade de se desenvolver...

Deem-nos terra, deem-nos luz, deem-nos liberdade, deem-nos possibilidades, deixe-nos pensar, deixe-nos sentir...

Alienariuns schorones


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